Autor: Angel Costa

  • Fazendo seu próprio extrato de baunilha – e de outros sabores

    Quem acompanha o blog pelo Facebook e pelo Instagram viu que eu ando comprando ingredientes para fazer extratos em casa. O extrato de baunilha eu já faço em casa há algum tempo e já falei de como fazer isso vagamente aqui.

    A baunilha é um ingrediente tão presente em 90% das receitas de cupcakes que é bom investir em algo de qualidade. A essência é boa? Sim, existem essências de excelente qualidade. Elas substituem com dignidade um extrato natural? Nem de longe.

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    Ano passado, em tempos fartos, pré-crise, comprei o extrato de baunilha da Nomu de 100ml – #MomentoOstentação – por quase 100 reais. Arrependimento? Nenhum! Ele rende bastante e você SENTE, em maiúsculas e negrito, a baunilha depois do bolo assado.

    Foi o meu primeiro encontro com extratos naturais e então tomei a decisão de passar a fazer o meu próprio extrato de baunilha.

    Favas de baunilha?

    E o meu desafio passou a ser encontrar favas de baunilha aqui na ilha. Na mesma loja, meses depois, passando pela seção de doces importados, o sol se abriu e alguém tocou de fundo aquela musiquinha angelical “oooooooooohhhhhhhhhhh”.

    Dei de cara com uma cesta cheia de favas de baunilha da Valeso a R$9,90 cada. Peguei quantas podia pagar e fui para as seção de birita para procurar vodka.

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    O álcool

    Mais uma vez, a Internetz me falou que eu poderia usar basicamente qualquer base etílica, mas que eu ficasse ciente que isso ia afetar o sabor final. Enfim, já vários experimentos e neles já usei vodka e aguardente. Whisky e rum também foram recomendados, mas a relação custo/benefício não era interessante e o sabor da vodka era mais neutro.

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    No fim das contas, eu recomendo a vodka. Não precisa ostentar e sair comprando Absolut, dá para usar até a Slova, que foi a mais barata que encontrei por aqui.

    Da primeira vez que fiz, usei a Absolut nesse tamanho miniatura de 50 ml – foto ao lado – só porque a garrafinha era fofa.

    A receita

    Depois de vários testes, cheguei a conclusão de que a melhor proporção é de 1 fava para cada 50ml de vodka, podendo esticar até 100ml. Não tem complicação, jogue o álcool e a baunilha no vidro, escuro de preferência, e deixe num armário, escondido da luz por 2 meses no mínimo.

    Extrato de baunilha

    • 50 ml de vodka
    • 1 fava de baunilha
    1. Amasse a fava com o lado não afiado de uma faca para empurrar as sementes para o fim.
    2. Faça um corte no sentindo do comprimento da fava para abri-la.
    3. Com a faca, raspe as sementes e coloque na garrafa junto com a fava.
    4. Guarde no armário, longe de luz por dois meses.
    5. Mexa a garrafa uma vez por semana para misturar o conteúdo.

    Para quem não tem paciência de esperar, a Valeso tem tanto o aroma quanto o extrato orgânico natural de baunilha que são uma PERFEIÇÃO. Confiram também o açúcar baunilhado.

    E outros sabores?

    Extratos de baunilha, laranja, menta e limão
    Fonte: http://www.justputzing.com/2013/12/diy-flavored-extracts.html

    Como falei lá em cima, estou fazendo vários extratos aqui em casa para sortear no blog no fim do ano, que é quando ficam prontos. Dá para fazer extrato de quase tudo, as possibilidades são ilimitadas.

    Até agora, meus preferidos são os de laranja, limão e avelã. O cheiro é fantástico.

    A proporção varia em cada caso. Tentei botar de 1/4 a 1/2 da garrafa com ao sabor que queria. Não tem como errar. Se ficar forte, você pode simplesmente adicionar mais vodka. Se ficar fraco, basta botar mais fruta/erva. O problema de errar para menos é que você vai ter que esperar mais algum tempo até ficar pronto.

    Lembrando que:

    • As folhas precisam ser removidas depois 1 mês porque ficam com uma cor estranha.
    • Quando for raspar limões, laranjas e similares, evite a parte branca.
    • Nozes e castanhas devem ser assadas por alguns minutos para que ajudem a liberar os óleos.

    Andei falando com gente boa por e-mail e acho que vai ter fava de baunilha para sortear aqui no blog… 🙂 Jeito bacana de começar a semana, não é?

  • Sorvete cremoso com 2 ingredientes e sem máquina

    As melhores receitas são aquelas de sabor incrível e que dá pra fazer em minutos. Sorvete, em geral, é fácil de fazer, mas o complicado é conseguir uma receita onde a sobremesa fique bem cremosa e não dura feito pedra de gelo.

    Nesta receita, você não vai precisar de máquina, apenas de 2 ingredientes e uma batedeira. Dá para bater à mão também. O bom é que você já queima as calorias por antecipação.

    Com esta base eu já fiz sorvete de:

    • Abacaxi – fervi uma lata de pedaços de abacaxi em calda com 1 xícara de açúcar. Depois joguei os pedaços na massa.
    • Ovomaltine – Joguei 1/2 pote daquele creme crocante de ovomaltine numa receita. Melhor coisa que eu fiz na vida. (É este da foto).
    • Nutella – 1 pote pequeno na massa, sem misturar direito para dar o efeito mesclado.
    • Baunilha – Apenas adicione extrato de baunilha de boa qualidade. Se você tiver as favas jogue as sementes também.

    E dá pra fazer muito mais. Por que não jogar pedaços de oreo? Lascas de chocolate? Chocolate branco derretido? Manteiga de amendoim? Nozes e passas? É um mundo de sabores sem limites.

    Sorvete com apenas 2 ingredientes

    • 1 lata de leite condensado ((400g))
    • 2 caixinhas de creme para bater chantilly OU 1 garrafa ((500g) de creme de leite fresco)
    1. Bata o creme até virar chantilly.
    2. Adicione o leite condensado e bata até ficar homogêneo.
    3. Acrescente o sabor que você desejar: baunilha, chocolate, abacaxi, morangos, pedaços de biscoito, etc…
  • 10+ dicas de uso do papel manteiga na cozinha

    Se você não descobriu a maravilha que é o papel manteiga, não sabe o que está perdendo. Ele tem uso que não acaba. Aqui em casa não fico sem um rolo. Além da dica que já demos: Faça suas próprias forminhas de papel para cupcakes, tem muito mais coisa…

    Para forrar a forma

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    Depois que vi uns vídeos no Youtube onde se forrava a assadeira com papel manteiga, entendi como esse povo desenforma bolo tão fácil. Não tem segredo, tem gente que forra apenas o fundo, tem gente que deixa sobrando pra fora da forma.

    Tenho usado papel manteiga para: brownies, cookies, bolos, pães e tudo que deve desgrudar da forma com facilidade. E se a forma for redonda, Angélica? Aí tem essa dica do Canadian Living:

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    PS: Também uso para deixar massa crescer. Quando fiz os donuts de ontem, joguei-os no PM (apelido carinhoso) untado com farinha para que ficassem no ponto de fritar. Se tivessem ido direto para um prato, iam colar no fundo e deformar na hora que os puxasse.

    Saco de confeitar

    Não tem mais desculpa para não confeitar agora, né?

    Treinar

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    Abra uma folha de PM e mande ver no saco de confeiteiro, treine a tal da voltinha até dar certo. Quando acabar o buttercream, pegue tudo do papel e repita até ficar craque e dominar a tal da voltinha do cupcake.

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    Desenhe em cima e corte no formato que você achar mais fofo! Depois use para ajudar na decoração, seja com peneirando com açúcar impalpável, buttercream, glacê real, etc.

    Enrolar a massa

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    Seja de rocambole, de biscoito ou de algum pão. O PM está lá para ajudar você a manter o recheio no lugar.

    Falando em rocambole…

    Apaixonou pelo PM agora, não foi?

    Para evitar sujeira

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    A grade funciona, mas quem vai limpar a sujeira que fica embaixo dela?

    Delimitando espaços

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    Porque suspiros e pavlovas precisam de limites.

    Criando decorações com glacê real e chocolate

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    Saia desenhando com glacê real ou chocolate, espere secar e pronto.

    Deixar o chocolate refrescar

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    O chocolate precisa de um lugar para secar ao qual ele não se “apegue” muito.

    Sujar prato pra quê?

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    Quem falou que você precisa sujar um tigela para cada ingrediente?

    Esqueci alguma?

  • Donuts fáceis demais – assados ou fritos

    A um altura desta, vocês já perceberam que eu sou de “fases”. E no momento, estou na fase de testar toda receita do blog Bigger Bolder Baking. A dita cuja da Gemma não decepciona. O bolo de chocolate com buttercream cremoso, o bolo de cenoura com cobertura de cream cheese, a base de sorvete (ah, a base de sorvete… *suspiros*)… ainda não encontrei nada lá que não fosse de babar.

    Quando eu vi na lista de posts mais populares “donut de forno sem precisar sovar massa”, pensei que fosse mais um daquelas rosquinhas de forno com massa de bolo. Não me levem a mal, são uma delícia, já até trouxe uma receita excelente pra vocês. Mas eu queria aquela fofura e textura de algodão do donut tradicional.

    Sovar massa não é meu forte. Eu erro no ponto, na quantidade de fermento e na hora de cortar. É um desastre só. Então, vi o vídeo da receita, fui comprar o mel que não tinha em casa e mãos à massa.

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    A gente só joga tudo na tigela, mexe, reserva por 3 horas e depois esquece na geladeira.

    (Aquela musiquinha que toca quando o tempo tá passando…)

    No dia seguinte, você tira a massa da tigela e joga na superfície e passa o rolo para abrir. A massa abre de vez, gente. Quando eu sovava outras massa, elas não pareciam se unir e não ficavam lisas.

    Essa é perfeita. É só abrir e cortar.

    Eles são para ser feitos para serem assados mas podem ser fritos. Fiz dos dois jeitos. Enquanto eu fritava, só lembrava da propaganda do Mundo Verde: “São 12.345 calorias e 89 centavos de gordura trans. Como a senhora vai pagar?“. E eu responderia pra ela: “aceita momentos de felicidade e sorrisos no rosto?“.

    Olhem acima o resultado. Dá pra sentir a crocância da casca? A fofura da massa? Observem que minha teoria se confirmou. Os 6 assados e os 18 fritos que a receita rendeu foram embora em 24 horas, o que comprova a gostosura da receita.

    Fico devendo as fotos deles assados. Acho que vou contratar 2 trabalhadores infantis aqui de casa como assistentes de produção. Não tenho coragem de pegar na máquina fotográfica com a mão suja de farinha. Vocês não tem ideia do trabalho que dar documentar tudo isso. Se alguém aí fizer uma receita daqui do blog em vídeo, manda o link que eu adiciono aqui no blog.

    Então vamos à receita… (depois da receita abaixo, leia as novidades e sorteios).

    Donuts – assados ou fritos

    • 4 xícaras de farinha de trigo
    • 2 colheres (chá) de fermento biológico seco ((aqueles de envelope))
    • 1 colher (chá) de sal
    • 3/4 xícara de leite morno
    • 3/4 xícara de manteiga derretida
    • 4 ovos
    • 1/4 xícara de mel
    • 1 colher (chá) de essência ou extrato de baunilha

    Glacê

    • 1 1/2 xícaras de açúcar de confeiteiro
    • 2 colheres (sopa) de leite
    • 1 1/2 colher (chá) de essência de baunilha
    1. Em uma tigela, misture a farinha, o fermento e o sal. Tenha o cuidado de não jogar o fermento diretamente em cima do sal.
    2. Em uma tigela à parte, misture com um garfo o leite, ovos, mel, a manteiga derretida e a baunilha.
    3. Junte as duas e mexa até ficar uma massa homogênea e meio úmida.
    4. Cubra a tigela com filme de pvc e bote um pano por cima. Deixe descansar por 3 horas.
    5. Depois disso, deixe na geladeira por 12 horas.

    Para assar:

    1. Forre uma assadeira com papel manteiga untado e enfarinhado.
    2. Abra a massa em uma superfície enfarinhada, corte as rosquinhas.
    3. Deixe descansar por 30 minutos.
    4. Pincele cada uma com manteiga derretida e leve ao forno baixo por 15 minutos.

    Para fritar

    1. Corte as rosquinhas no formato desejado e frite.

    O glacê

    1. Misture todos os ingredientes em uma tigela.
    2. Banhe os donuts ainda quentes.
    A massa pode ficar na geladeira por 3 dias.

    O que eu andei fazendo quando não estava aqui

    A extratificação de sabores para os leitores

    Como comentei no Instagram e no Facebook, estou fazendo alguns extratos caseiros. Ia fazer alguns de baunilha e sortear entre os assinantes da nossa lista de email (formulário abaixo e na lateral do blog). Acontece que eu me empolguei e a Internetz me ensinou a fazer extrato “de um tudo”: baunilha, hortelã, coco, chocolate, café, laranja, limão, limão siciliano, frutas vermelhas, canela, anis, amêndoas e avelã.

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    Mas as garrafinhas precisam descansar uns 2 meses. A vodka e o outro “sabor” precisam se entender por no mínimo 8 semanas até irem morar juntos na casa de alguns queridos leitores. No total, acho que são 6 a 12 garrafinhas de cada sabor. Estou particularmente apaixonada pelo de avelã.

    A consertização do blog

    Tinha muita coisa fora do padrão aqui. Se você encontrar erros aqui no blog, mande um email para angel@doce.blog.br ou use nosso formulário de contato.

    A ebookização é uma realidade

    O ebook vai sair gente. E vai ser gratuito. Lançamento mundial no dia 01 de outubro. Quem assina o blog por email vai receber na tranquilidade da sua caixa de entrada.

    A kitchenaidização da sua cozinha

    É fato agora. O sorteio da sua KitchenAid vai ser no fim do ano. É meu presente de natal. E como não consegui patrocínio, vocês vão ver alguns anúncios a mais aqui no blog. Mas nada que atrapalhe a leitura do conteúdo. E sempre que houver a possibilidade de eu receber comissão a partir de um link, vou avisar antes. 🙂

    Todo mundo atualizado? Ok, voltemos para as nossas cozinhas! O sorvete da receita de amanhã me espera…

  • Manteiga com sal ou sem sal?

    Eu tenho uma parte do armário da cozinha dedicada aos meus produtinhos de culinária, ou seja, tudo que estiver ali não é para consumo pelos mortais habitantes desta residência – todos estão cientes disto. Mas o meu problema esta semana foi não marcar meu território na geladeira.

    A minha geladeira tem, na porta, um compartimento para guardar frios. É lá que ficam a manteiga sem sal, o creme para chantilly e similares. Esta semana, em tempo de crise de sábado, consumiram minha manteiga sem sal. Claro que só descobri isso quando estava com tudo no ponto para fazer um bolo de cenoura com cobertura de cream cheese.

    Então, como todo mundo faz, fui pras Internetz ver se a cozinha explode quando a gente usa manteiga sem sal onde deveria usar com sal. E, logo de cara, lembrei da minha mãe. A vida toda ela fez aquela receita básica de bolo de aniversário com aquela manteiga de lata. COM SAL. Aliás, mais sal impossível. E o bolo saía uma delícia.

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    Lembro de um programa da linda Nigella onde ela dizia que a gente deveria usar a manteiga sem sal porque a gente é que diz quanto de sal quer em uma comida. E é fato, minha gente, faz sentido, não é?

    Desde que comecei no mundo dos cupcakes, tenho usado a manteiga sem sal, aquela em barra mesmo. Antes, eu não cogitava usar margarina (eu não compro aqui para casa) ou mesmo a manteiga com sal nas receitas. E não é que a cobertura de cream cheese esfregou na minha cara que isso pode nem ser tão importante assim?

    Mas eu moro em São Luís do Maranhão, como o povo chama aí por fora. A cidade está crescendo numa velocidade incrível, mas algumas coisas ainda são ruins de achar. Aí, imagino que algumas de vocês  não tenham acesso à manteiga sem sal.

    Então, venho aqui dizer pra todo mundo relaxar e usar o bom senso:

    • Quando não houver manteiga sem sal, eu sigo esta ordem de prioridade: manteiga com sal > margarina sem sal > margarina com sal.
    • Becel não conta/serve. Não, nem a becel manteiga.
    • Se a receita pedir sal, não use.

    Lembrem-se de que ainda estamos usando o bom senso…

    Dependendo da quantidade de manteiga que você usar, você vai sentir diferença no produto final. Uma coisa é usar 1 colher de sopa numa massa, outra coisa é precisar de 1 xícara para fazer um buttercream.

    O gosto vai ser diferente? Sim, vai. Minha mãe ensinou que mentir é errado.

    O gosto vai ficar ruim? Só se você errar a receita. Em geral, você não vai sentir o sal, mas um pouco menos de doce, se é que isso faz sentido.

    Nas minhas procuranças do Google, vi uma pesquisa feita por uma confeiteira que fez 3 receitas diferentes. Uma com manteiga sem sal, outra com manteiga com sal e a terceira com manteiga com sal mais o sal extra da receita. O resultado na preferência foi de 50%, 38% e 12% respectivamente. Resumindo, tudo é uma questão de gosto.

    Então, vá pra cozinha e pare de usar a falta de manteiga como desculpa!

    PS: O cream cheese com a manteiga salgada fez o maior sucesso. Mais até que o próprio bolo.

  • Mais um melhor bolo de chocolate do mundo

    Vocês sabem que todo mundo tem ou conhece alguém com a tal da melhor bolo de chocolate de todos os tempos. Essa aqui não é diferente. Para vocês terem uma noção,  meu parâmetro para julgar o sucesso de uma receita são dois elementos: o marido e o filho mais novo.

    Eles são daquela espécie de ser humano que come de tudo, o que me irrita profundamente. Se o bolo estiver bom, eles comem. Se estiver mais ou menos também. Aliás, é preciso estar muito ruim para que não comam algo. Isso é uma ofensa pra mim. É como estar no térreo e perguntar onde fica o apartamento 1002 e só te dizem que é pra cima. Frustrante demais.

    Então, desenvolvi minha segunda teoria científica. Se o bolo chega até a metade ou menos dentro dentro de 24 horas da apresentação para os residentes, seguidos de comentários sobre como ele está bom, o sucesso é garantido. A primeira é “a minha distância do carro da frente é diretamente proporcional ao valor do mesmo”.

    A receita eu achei no Bigger Bolder Baking da Gemma Stafford, uma chef irlandesa que não erra a mão em nenhuma receita que testei dela.

    Não se assustem com a quantidade de açúcar no buttercream, ela compensa no leite depois.

    Mais um melhor bolo de chocolate do mundo

    • 1 3/4 xícara de farinha de trigo
    • 2 xícaras de açúcar
    • 3/4 xícara de chocolate em pó
    • 1 colheres (chá) de bicarbonato de sódio
    • 1 colher (chá) de fermento em pó
    • 1 colher (chá) de sal
    • 1 xícara de buttermilk ((ou leite com 2 colheres de sopa de vinagre ou limão e reserve por 10 minutos))
    • 1/2 xícara de óleo
    • 2 ovos
    • 1 colher (chá) de essência ou extrato de baunilha
    • 1 xícara de café fresco quente

    Cobertura

    • 1 xícara de manteiga sem sal em temperatura ambiente
    • 6 xícaras de açúcar de confeiteiro
    • 1 1/3 xícara de chocolate em pó
    • 1 colher (sopa) de essência ou extrato de baunilha
    • 2/3 xícara de leite
    1. Pré-aqueça o forno em 175 graus (baixo) e unte e enfarinhe as formas.
    2. Peneire: trigo, açúcar, chocolate, bicarbonato, fermento e o sal e reserve.
    3. Em outro recipiente, bata levemente com um garfo: buttermilk, óleo, ovos, baunilha e o café.
    4. Junte as duas misturas, mexendo apenas o suficiente para combina-los.
    5. Despeje em partes iguais em 2 ou 3 formas e leve ao forno.

    Cobertura

    1. Bata a manteiga até ficar clara e fofa.
    2. Acrescente o açúcar 1 xícara por vez e continue batendo.
    3. Adicione o chocolate, a baunilha e o leite. E bata até atingir a consistência desejada.
    Use a cobertura como recheio.

    E se alguém ainda lembra do desafio do açúcar, ele foi pro beleléu. #SemRemorso. 😛

  • Como você recheia cupcakes?

    Agora sempre que você achar um post legal, clique no “Gostou?” acima. É simples e nem sai do site!

    Olhando aí pelas Internetz, vi que tem jeitos diferentes acrescentar recheio em cupcakes. Isso varia muito conforme o gosto de quem prepara. Olhem as versões que encontrei por aí…

    Um pouquinho no centro

    Tem gente que tira um “tampinha” do centro dos cupcakes e a põe de volta. Outros preferem injetar o recheio com saco de confeitar.

    Massa pra quê?

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    Tem gente que acha que a massa pode servir de enfeite e manda ver na quantidade de recheio.

    Acho que o segredo é equilibrar os sabores e fugir desesperadamente do excesso de doce, já que cucpcakes com recheio quase sempre vêm com cobertura.

    Qual seu tipo de cupcake?

    E aproveitando para avisar…

    Vamos iniciar o sorteio da KitchenAid assim que fizermos 25 mil fãs no Facebook 🙂

  • Como embalar cupcakes para decoração ou presente

    Uma das coisas que sempre procuram aqui no blog é sobre o transporte de cupcakes. Infelizmente, não dá pra preparar e assar os cupcakes direto na mesa, não é? Então é preciso ser criativo na hora do transporte. Já até demos alguns exemplos por aqui sobre como levar os seus cupcake de A a B. Então, como fazer para evitar que isto aqui aconteça?

    Há alguns natais atrás, eu tinha embalado alguns cupcakes em uns saquinhos decorados e amarrei com uma fita dourada. Para não fazer sujeira, usei glacê real para deixar a cobertura endurecer e não causar um “melecamento” do saquinho. Mas esta ideia aqui é muito melhor. Vejam como é fácil e o resultado é lindo:

    Você vai precisar de:

    • Potinhos de plástico ou de vidro, depende da ocasião e do que você tiver disponível aí na sua cidade.
    • Embalagens/sacos
    • Fitas ou barbante
    • Colheres ou garfinhos (opcional)
    • Cartões (opcional)

    Não tem muito o que pensar. O cupcake vai dentro do pote, o pote vai dentro do saco, o saco é amarrado com a fita. Em caso de colher, basta prendê-la junto com a fita. O mesmo vale para cartões.

    OMI (Observação MUITO importante): Repare bem no tamanho do pote para que caiba um cupcake dentro dele sem muita folga. O cupcake tem que se sentir seguro e que tudo vai ficar bem. E o saco tem que acomodar o pote e pode ter folga que não tem problema.

  • Testamos: Saco de silicone para confeitar da Ou

    Se você passa pelas prateleiras na seção de produtos para casa e cozinha e vê alguma coisa bonitinha, 50,11% de chance de ser da <Ou>. Eles tem coisas tão fofas que dá vontade de redecorar a cozinha.

    Hoje, tem avaliação do saco de confeitar de silicone. Comprei o meu há 1 ano atrás e acho que já passou da hora de eu tecer meus comentários a respeito dele.

    O produto

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    Os cinco bicos (fui aprender os nomes só hoje) que acompanham o produto são: 2 bicos perlé (redondos), 2 bicos pitanga aberta e 1 bico babado.

    O saco de confeitar é de silicone e acompanham 5 bicos de plástico. Eis as características do produto segundo o fabricante:

    • Vai ao freezer e geladeira.
    • Não pega sabor/cheiro.
    • Vai à máquina de lavar.
    • É reciclável.

    O teste

    O teste se resume à minha experiência com ele ao longo deste último ano. Vamos aos prós e contras:

    Gostei

    • Sem sombra de dúvidas, o toque é a melhor parte. Ele é bom de pegar, fácil de espremer, não escorrega e nem vaza pela “bunda” do saco porque o silicone é expansível.
    • Fácil de lavar. Basta meter um pouquinho de sabão e logo ao toque você percebe que não tem mais gordura ali.
    • Ele realmente vai ao freezer. Em casos de desespero – e de buttercream que não endurece – eu jogo ele no freezer e ele nunca reclamou.
    • Muito resistente. E isso aqui no meu domicílio quer dizer que ele deve ser de titânio.
    • O saco não tem lado “avesso”.
    • Ele é transparente, bonitinho e fofo.

    Não gostei

    • Só vem com 5 bicos e eles são muito parecidos. E não tem refil ou outros tipos disponíveis. Se um bico sumir, perdeu, playboy.
    • Só uso o bico pitanga maior, que é o genérico do 1M, que nunca me deu problemas. Quando tento usar um bico perlé (o redondo), ele escorrega do saco, como quem diz “não, eu não nasci pra isso”.
    • Não tem encaixe para trocar os bicos com o saco cheio. Tem que esvaziar o saco e botar o bico pelo fundo do saco.
    • O preço. Não lembro quanto paguei. O corpo humano é tão perfeito que seu cérebro protege você de traumas enterrando eventos ruins lá no fundo. Mas a internet me diz que hoje ele está na faixa dos 70 reais.

    A conclusão

    Estou contente com o saco? Sim, só uso ele. Adoro o meu, se ele se perder, saio correndo pra comprar outro.

    Porém, não confeito por encomendas, nem sou uma artista nata nos decorações. Se você é como eu e confeita por esporte (gula em breve será considerado um) e é atleta de fim de semana (e durante a semana também), este saco é pra você!

    A nota dele só não é mais alta por conta do bico que escorrega e do preço.

  • 25 dicas rápidas para cupcakes perfeitos

    OK, gente. Uma semana já no desafio de 30 dias de loucura, digo, 30 dias sem açúcar. As vozes na minha cabeça dizem que eu vou ficar bem, apesar de estar sentindo cheiro de azul e gosto de amarelo.

    Brincadeiras à parte, estou sobrevivendo e descobrindo MUITAS coisas interessantes. Uma delas é alfarroba, primo bastardo do chocolate que é natualmente doce – receitinha amanhã. Perdi quase 1 quilo. Teria sido 1 quilo inteiro se eu não tivesse compensado a ânsia de comer comendo as coisas permitidas.

    Mas depois de um feriado de 4 dias em um apartamento com 4 crianças, eu precisava de algo para entorpecer o cansaço da “folga” e não tinha fruta, verdura nem nada permitido/saudável na geladeira. E eu tomei um gole de refrigerante. E uma jujuba de Delikets. E um, tá bom… 2 quadradinhos de Alpino. E um punhado daqueles confeitos de coração que sobraram do bolo piñata. E uma xícara (de cafezinho) de Chococcino (Dolce Gusto) que o cônjuge me trouxe no desespero porque viu a alegria se esvair do meu olhar.

    Como disse o filósofo, “merda acontece”.

    Hoje eu me sinto horrível. Sério. Fisicamente falando. Parece que estou de ressaca e TPM ao mesmo tempo. Mas vou voltar ao desafio e ver no que dá.

    Enquanto eu vou ali comprar mais alfarroba para fazer o post de amanhã, vamos ficar com as 25 dicas da revista Cupcake Heaven para cupcakes perfeitos.

    1. Usar ingredientes de boa qualidade fazem toda a diferença.
    2. Verifique a validade dos ingredientes. Fermento velho não funciona tão bem como um novo.
    3. Sempre leia a receita com atenção antes do preparo.
    4. Mantenha-se organizado e cuidado com a higiene.
    5. É muito mais fácil trabalhar com ingredientes à temperatura ambiente.
    6. Pré-aqueça o forno. Sempre.
    7. Conheça o seu forno. Saiba quando é hora de aumentar a temperatura.
    8. Pese ou meça os ingredientes com cuidado. Colher de sopa é diferente de colher de chá.
    9. Adicione os ingredientes aos poucos. Empelotar a massa não vai ajudar em nada.
    10. Não bata a massa demais. Você só precisa que os ingredientes fiquem misturados e não unidos pra toda eternidade.
    11. Ao combinar ingredientes líquidos com secos, inicie e termine com os secos.
    12. Não encha demais as forminhas de papel. O máximo é 2/3 ou 3/4 dependendo do crescimento da massa.
    13. Para cupcakes uniformes, use uma colher de sorvete ou uma xícara medidora de 1/4 de xícara.
    14. Asse os cupcake no centro do forno. Tanto lateral como verticalmente.
    15. Não abra a porta do forno antes de 2/3 do tempo indicado de cozimento.
    16. Cupcakes estão prontos quando ficam dourados e ao toque retornam a posição original.
    17. Não deixe cupcakes na assadeira quando os tirar do forno. Eles continuam a assar.
    18. Para que esfriem mais rápidos, coloque os cupcakes em cima de uma grade que não fique tão perto da mesa/superfície.
    19. Espere os cupcakes esfriarem para começar a decorar.
    20. Se estiver sentindo grãos de açúcar na cobertura, continue batendo até que a textura mude.
    21. Para evitar sujeira, coloque o saco de confeitar dentro de uma jarra, dobre a parte de cima para fora da jarra (como se você estivesse revestindo o copo/jarra) e coloque a cobertura.
    22. Se você cobrir todo o topo do cupcake, ele permanecerá úmido por mais tempo.
    23. Se for usar pasta americana ou outras decorações, prepare-as antes de assar os bolinhos.
    24. Armazene-os corretamente, depois de frios e decorados. As melhores embalagens são de papelão, pois absorvem a umidade. As de plástico retém umidade e podem fazer as forminhas soltarem.
    25. Coma-os no tempo certo. Para um melhor resultado, consuma-os em 48 horas.

    Vocês tem alguma dica?